terça-feira, 20 de maio de 2014

O que as feministas dizem?





Bigot: pessoa intolerante, preconceituosa, inflexível e radical com idéias e com pessoas de idéias diferentes.


Bigotry: é o ato de ser um bigot.


Mansplaining: A primeira, clássica, é quando o homem quer ensinar à mulher quando ela tem o direito de se sentir oprimida e quando não tem. Geralmente, acontece quando uma mulher aponta o machismo do homem e ele adota uma postura auto-defensiva, embora aparentemente cortês, é violento à suas própria maneira, querendo explicar por que aquilo que ele fez não foi machismo.
A segunda forma de mansplaining é querer ensinar a uma mulher algo que ela já sabe e demonstra claramente saber porque uma mulher necessariamente não teria capacidade intelectual para compreender um determinado assunto.

Porn revenge: termo usado para designar a divulgação, feita por homens, de vídeos ou imagens íntimas de mulheres fazendo sexo, com o objetivo de humilhá-las publicamente, como forma de vingança, para fazer chantagem, por vaidade ou por puro sadismo, aproveitando-se de um sistema social estruturado sobre um pensamento extremamente machista, responsável pela condenação da sexualidade das mulheres.

(via Aline Valek)

Slut shaming: As demonstrações de slut shaming são bastante abrangentes: quantas vezes ouvimos que a roupa de uma mulher é curta demais ou seu comportamento atrevido? Há uma enorme variedade de insultos proferidos contra as mulheres, desde os mais pudicos, como “oferecida”, aos mais agressivos, como “vadia” ou “puta”. A sexualidade feminina e sua expressão são constantemente podadas, julgadas e restringidas.
Se para a cultura do slut shaming a mulher não pode sequer ter sexualidade, muito menos demonstrá-la, para a cultura do estupro a imposição é diferente: a mulher é vista como incapaz de dizer não ao ato sexual, pois está, supostamente, sempre pedindo para ser tocada e abusada. Na cultura do estupro, qualquer comportamento feminino é um convite ao sexo e, mesmo quando há negação, considera-se que a mulher ainda assim quer dizer “sim”. É isso, afinal, que dizem os homens na nossa cultura quando alegam não entender as mulheres: que mesmo quando dizem “não”, realmente gostariam de dizer “sim”. Na nossa sociedade, as mulheres são roubadas do direito de dizer não e são constantemente responsabilizadas por qualquer estupro ou abuso sexual que venham a sofrer.

(via Blogueira Feminista)


Trigger Wanning: O espaço feminista é aberto para debates, confissões, relatos e por aí vai. É um espaço para as mulheres (cis, trans, pessoas lidas como) se sintam livres, confortáveis e seguras. Alguns relatos, confissões, debates e etc podem ser o gatilho para a pessoa que lê. Quando o que foi escrito é um gatilho, nós colocamos "TW" avisando que o que escrevemos pode desencadear uma emoção ruim em quem lê e que talvez tenha passado por isso.


Backlash: Uma espécie de contra-ataque de quem – pessoas e instituições – se sente muito confortável com a opressão das mulheres. Só o vislumbre da igualdade e do empoderamento faz o backlash aparecer.

(via Cem Homens)


Gaslighting: O objetivo de quem promove este tipo de violência emocional é remover a credibilidade da parceira, atribuindo suas queixas e desconfianças a uma psicose, desta forma não só ela mesma vai crer que é louca, mas todos ao seu redor também. Gaslighting é usado para se referir a qualquer tentativa de fazer outra pessoa duvidar de seu senso de realidade.
O agressor levanta informações falsas com a intenção de causar duvida na vitima. A vitima passa a duvidar de suas próprias memórias, percepção e sanidade. As formas de apresentação desta agressão podem ser…
1- A simples negação por um agressor que os incidentes abusivos anteriores já ocorreram;
2- A realização de acontecimentos bizarros por parte do agressor com a intenção de desorientar a vítima.
Gaslighting significa “fazer alguém enlouquecer”. E com esta tática de desmentir as memórias do outro, é bem fácil mesmo fazer isso, uma modalidade de culpabilização da vítima.

(via Feminismo sem Demagogia)